O frio chegou com tudo: saiba quanto custa deixar sua casa com piso aquecido

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Imagem retirada de https://www.gazetadopovo.com.br/haus/tecnologia/pisos-aquecidos/

Apesar do que o nome leva a entender, os pisos aquecidos são uma das tecnologias mais utilizadas para climatizar todo o ambiente. Ao contrário do ar condicionado, que tende a deixar o ar seco e ter um alto custo de manutenção, os pisos aquecidos apenas aumentam a temperatura da casa sem alterar a composição do ar e tendo pouca (ou nenhuma) manutenção.

Ayrton Zanon Júnior, engenheiro e diretor comercial da Eurocable — empresa especializada no ramo —, tem piso aquecido em casa há 22 anos. Ele afirma que, por ser um sistema que gera conforto, o investimento é muito positivo. Além disso, ele aponta que é um sistema prático para quem tem crianças em casa: “É bom para os pais não se preocuparem com acordar no meio da noite e ver se o filho está coberto. Ele preserva a saúde da criança no inverno”, afirma. E brinca: “Só o sol faz melhor.”

Tipos existentes
O piso aquecido tem dois sistemas mais usuais, que variam conforme o tamanho da casa e o tipo de reforma em andamento: o hidráulico, que funciona por água aquecida em uma caldeira, e o elétrico, que pode ser tanto por manta ou cabos calefatores.

Segundo Luana Cristina Liviniec, gerente da Heime Climatização e Automação, o sistema hidráulico é mais usado em imóveis com mais de 400 m², porque demanda mais energia para funcionar, valendo a pena apenas quando a área é maior. Já entre os elétricos, avalia-se conforme a necessidade do cliente. “Se for em uma construção, geralmente se usa o tipo de cabo porque ele solicita um contrapiso de 2 cm. A manta é usada em reformas que vão mudar o estilo do piso, que têm um contrapiso menor”, explica a gerente.

“As pessoas usam mais o sistema elétrico. A interferência construtiva é menor, é mais fácil de instalar e mais econômico“, atesta Zanon. A tecnologia funciona através de resistências colocadas embaixo do contrapiso da edificação, irradiando calor para o ambiente. O controle desses cabos é feito através de um termostato, onde se programa a temperatura desejada.

Quanto custa?
Os orçamentos para a instalação do piso aquecido variam de acordo com cada projeto, e demandam a avaliação de um arquiteto para verificar qual é, de fato, o tipo de piso que terá o melhor custo-benefício ao cliente. No entanto, Liviniec aponta que a média de instalação da manta é de R$ 270/m², enquanto a de cabo é R$ 190/m². “É mais barato diretamente com o fornecedor pela questão do estilo: a manta é mais fina e dá mais trabalho”, explica. Zanon estima um valor total de reforma de R$ 15 mil para 100 m².

O impacto do aquecimento na conta de luz também varia. A estimativa é de que o gasto esteja de 1 a 26 watts por m² por hora — ou seja, gasta mais quem aquece mais cômodos por mais tempo. “Em cima da potência estimada da casa ou do apartamento a gente faz um cálculo de consumo de energia. A pessoa pode ligar cômodos individualmente conforme a necessidade”, explica Zanon.

Tanto Zanon como Liviniec apontam que a dica é manter o sistema ligado, já que manter a temperatura é muito mais econômico do que gerar picos de energia para climatizar um ambiente novamente. Os sistemas utilizados possuem dispositivos que mantém a temperatura do ambiente uma vez que ela já tenha sido atingida. Duas horas são suficientes para aquecer o espaço. “A primeira hora aquece o piso e a segunda, o ambiente”, estima a gerente da Heime.

Tempo de obra
Segundo os dois especialistas, em média um dia é suficiente para a instalação do sistema nos pisos. Na Heime, são até 100 m² por dia. E não tem contraindicação: todos os tipos de revestimento podem cobrir o sistema de aquecimento — porcelanato, madeira, granito e até carpete.

Uma vez instalado, é só ligar o piso no início do inverno e aproveitar a estação gelada em casa sem passar frio.

Fonte: Gazeta do Povo